Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010

África

Nelson Rolihlahla Mandela foi um líder rebelde que lutava contra a escravidão da África e, posteriormente, presidente de 1994 a 1999. Principal representante do movimento anti-apartheid, ele sempre foi considerado pelo povo um guerreiro em luta pela liberdade. Era conhecido pelo governo sul-africano como um terrorista e passou quase trinta anos na cadeia.

De etnia Xhosa (existem grupos étnico sul-africano que falam essa língua, que é uma das 11 línguas oficiais da África do Sul), Mandela nasceu no pequeno vilarejo de Qunu, distrito de Umtata, na região do Transkei. Aos sete anos, Mandela tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome inglês "Nelson". Seu pai morreu logo depois, e Nelson seguiu para uma escola próxima ao palácio do Regente. Seguindo as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou a cultura ocidental.

Em 1934, Mandela mudou-se para Fort Beaufort, que é uma cidade com escolas que recebiam a maior parte da realeza Thembu, e ali tomou interesse no boxe e nas corridas. Após se matricular, ele começou o curso para se tornar bacharel em direito na Universidade de Fort Hare, onde conheceu Oliver Tambo, que se tornou um dos seus grandes amigos.

Ao final do primeiro ano, Mandela se envolveu com o movimento estudantil, num boicote contra as políticas universitárias, sendo expulso da universidade. Dali foi para Johanesburgo, onde terminou sua graduação na Universidade da África do Sul (UNISA) por correspondência. Continuou seus estudos de direito na Universidade de Witwatersrand.

Como jovem estudante do direito, Mandela se envolveu na oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros (maioria da população)e aos mestiços e indianos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos. Ele se uniu ao Congresso Nacional Africano em 1942, e dois anos depois fundou com Walter Sisulu, Oliver Tambo e, a Liga Jovem do CNA.

Depois da eleição de 1948 em que a vitótia foi dos afrikaners (Partido Nacional), eles que apoiavam a política de segregação racial, Mandela tornou-se mais ativo no CNA, tomando parte do Congresso do Povo (1955) que divulgou a Carta da Liberdade (documento contendo um programa fundamental para a causa anti-apartheid).

Comprometido de início apenas com atos não-violentos, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville (em março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, matando 69 pessoas e ferindo 180).

Em 1961, ele se tornou comandante do braço armado do CNA, o chamado Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação", ou MK), fundado por ele e outros. Mandela coordenou uma campanha de sabotagem contra alvos militares e do governo e, viajou para a Argélia para treinamento paramilitar.

Em agosto de 1962 Mandela foi preso após informes da CIA à polícia sul-africana, sendo sentenciado a cinco anos de prisão por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Em 1964 ele foi condenado à prisão perpétua por sabotagem (o que ele admitiu) e por conspirar para ajudar outros países a invadir a África do Sul (o que ele nega).

Durante os 27 anos que ficou preso, Mandela se tornou de modo associado às pessoas que eram contra o apartheid e que proporam: "Libertem Nelson Mandela". E isso, posteriormente, se tornou o lema das campanhas anti-apartheid em vários países.

No decorrer dos anos 1970, ele recusou uma revisão da pena e, em 1985, não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Mandela continuou na prisão até fevereiro de 1990, quando a campanha do CNA e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de fevereiro, aos 72 anos, por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk.

E eles,Nelson Mandela e Frederik de Klerk, dividiram o Prêmio Nobel da paz em 1993.

Como presidente do CNA (de julho de 1991 a dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999), Mandela adotou medidas contra o apartheid,e assim ganhou respeito internacional por sua luta em busca da reconciliação interna e externa.

Mandela se casou três vezes. Sua primeira esposa foi Evelyn Ntoko Mase, da qual se divorciou em 1957 após 13 anos de casamento. Depois se casou com Winie Madikizela, e com ela ficou 38 anos, divorciando-se em 1996, com os seus problemas vindo a público. No seu 80º aniversário, Mandela casou-se com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.

Após o fim do mandato de presidente, em 1999, Mandela começou a participar de organizações sociais e de direitos humanos.
Em 2003, Mandela fez alguns pronunciamentos em que atacou a política externa do presidente norte-americano Bush. Ao mesmo tempo, ele anunciou seu apoio à campanha de arrecadação de fundos contra a AIDS chamada "46664" (seu número na época em que esteve na prisão).

Em junho de 2004, aos 85 anos, Mandela anunciou que se retiraria da vida pública. Com uma única exceção, que é seu compromisso em luta contra a AIDS.

Atualmente, Nelson está aposentado e mora em Luanda na Angola.

 

Pesquisa:Arthur Santos,Diego Hallack e Vinicius Serra

Edição final e imagens:Isabela Carvalho e Letícia Leal

publicado por 7m3 às 00:30
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